Empresa de Santos cria capacete inovador para tratar depressão e doenças neurológicas
Desenvolvido em Santos, o dispositivo HeadUp utiliza luz infravermelha para estimular o cérebro. O equipamento é o primeiro no país voltado à saúde mental e auxilia no tratamento de depressão e Alzheimer.

Uma tecnologia inédita desenvolvida no litoral de São Paulo promete revolucionar o acompanhamento de pacientes com transtornos mentais e doenças neurológicas. O HeadUp, criado pela Santos Tecnologia, utiliza a fotobiomodulação transcraniana para estimular áreas cerebrais específicas por meio de luz infravermelha de baixa intensidade. Com investimento superior a R$ 10 milhões, o equipamento é o primeiro dispositivo médico genuinamente brasileiro focado exclusivamente no bem-estar mental a receber aval da Anvisa e do Inmetro.
O funcionamento do capacete baseia-se na emissão de luz capaz de atravessar o couro cabeludo e atingir o tecido cerebral, estimulando a atividade celular e combatendo processos inflamatórios. Segundo especialistas, o método serve como uma terapia complementar para condições como depressão, ansiedade, Parkinson e Alzheimer, além de enxaquecas crônicas. É importante ressaltar que o uso do dispositivo não substitui tratamentos convencionais e deve ser sempre orientado por um profissional de saúde qualificado.
Relatos de pacientes já indicam resultados promissores, como a redução significativa na frequência e intensidade de crises de enxaqueca, proporcionando maior qualidade de vida e retorno às atividades laborais. Além do benefício individual, a empresa responsável busca a democratização do acesso à tecnologia. Atualmente, estudos estão sendo conduzidos em Pernambuco para avaliar a viabilidade de implementação do sistema no Sistema Único de Saúde (SUS), aproveitando o baixo custo operacional e a portabilidade do aparelho.
O projeto conta com o suporte científico de instituições renomadas, como as universidades federais do Rio Grande do Sul e de Pernambuco. No horizonte da Santos Tecnologia está também a internacionalização do produto. Para isso, a empresa mantém intercâmbios com centros de pesquisa nos Estados Unidos, visando levar a inovação brasileira para o mercado global e consolidar a eficácia da fotobiomodulação no cenário médico internacional.
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