Justiça mantém condenação de envolvido em tentativa de atentado no Aeroporto de Brasília
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal confirmou a pena de seis anos de prisão para Wellington Macedo de Souza, condenado por tentar explodir um caminhão de combustível perto do aeroporto da capital.

A Justiça do Distrito Federal decidiu, por unanimidade, manter a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de reclusão em regime inicial fechado. O réu foi considerado culpado pelo crime de explosão majorada, após participar da tentativa de detonar um caminhão-tanque carregado com 63 mil litros de querosene de aviação nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022.
A defesa do condenado tentou reverter a decisão alegando falta de intenção e sustentando a tese de crime impossível, sob o argumento de que o artefato não teria capacidade real de explodir. No entanto, os desembargadores rejeitaram os pedidos com base em perícias técnicas e imagens de segurança. O tribunal destacou que o plano só não se concretizou por uma falha técnica na montagem do detonador e que a atuação de Wellington foi essencial para o transporte e posicionamento da bomba.
As investigações apontam que o crime foi articulado em um acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército logo após o resultado das eleições presidenciais daquele ano. O objetivo do grupo era gerar um cenário de caos social para incentivar uma intervenção militar e a decretação de Estado de Sítio. Além de Wellington, outros dois homens já foram sentenciados pelo envolvimento direto na ação criminosa ocorrida na véspera de Natal.
Wellington chegou a ficar foragido por vários meses, sendo capturado no Paraguai em setembro de 2023. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal, após o descumprimento de medidas cautelares e a publicação de vídeos em redes sociais desafiando ordens judiciais enquanto estava em regime domiciliar. O episódio é tratado pelas autoridades como um dos mais graves atentados à segurança pública e à ordem democrática no Distrito Federal.
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.