Brasil atinge recorde nas exportações e reduz déficit das contas externas em junho
O desempenho histórico da balança comercial impulsionou os resultados financeiros do país, com queda significativa no rombo das transações correntes e forte entrada de investimentos estrangeiros diretos.
O Brasil registrou um desempenho histórico no comércio exterior em junho, o que refletiu diretamente na melhora da saúde financeira do país. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, o déficit em transações correntes recuou para US$ 2,3 bilhões, um valor significativamente menor do que os US$ 5,2 bilhões negativos anotados no mesmo mês do ano anterior. Esse avanço foi sustentado principalmente pela balança comercial, que atingiu um superávit de US$ 8,8 bilhões.
As exportações brasileiras bateram um recorde histórico ao somar US$ 36,4 bilhões, apresentando um crescimento de 24,8% na comparação anual. Apesar do aumento nas importações, que chegaram a US$ 27,6 bilhões, o saldo comercial robusto conseguiu mitigar o aumento do déficit no setor de serviços. Este último somou US$ 5,1 bilhões, pressionado especialmente por despesas com viagens ao exterior e serviços de tecnologia e transporte.
No campo dos investimentos, o cenário também se mostrou positivo. O Investimento Direto no País (IDP) totalizou ingressos de US$ 9,1 bilhões em junho, quase o triplo do montante registrado no mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o país recebeu US$ 89,3 bilhões em investimentos produtivos, o equivalente a 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB).
Por fim, as reservas internacionais do país encerraram o mês de junho em US$ 367,6 bilhões. O estoque sofreu uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação a maio, motivada por oscilações nos preços dos ativos, variações cambiais e intervenções pontuais do Banco Central no mercado à vista. No acumulado anual, o déficit das contas externas brasileiras representa agora 2,46% do PIB, uma queda relevante frente aos 3,52% registrados anteriormente.
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