Rajadas de vento de 60 km/h coincidem com queda de avião fatal em Mogi Mirim
Defesa Civil registrou ventos fortes no momento do acidente que vitimou o piloto Leonardo Pinheiro, de 25 anos. Investigação apura se o clima contribuiu para a queda da aeronave de pequeno porte.

Na tarde da última terça-feira, a queda de uma aeronave de pequeno porte em Mogi Mirim, no interior de São Paulo, resultou na morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos. Dados da Defesa Civil indicam que, no horário estimado do acidente, por volta das 16h30, a cidade registrou rajadas de vento que atingiram 60,5 km/h. Especialistas avaliam que as condições meteorológicas podem ter sido um fator determinante para a perda de controle do avião.
O modelo envolvido no acidente era um Conquest experimental, fabricado em 2004. Segundo o proprietário da escola de aviação à qual o monomotor pertencia, o piloto havia abastecido a aeronave com uma quantidade de combustível superior à necessária para um voo curto, possivelmente como precaução contra a instabilidade do tempo. Logo após decolar do Aeroclube Municipal, o veículo apresentou comportamento anormal e caiu em uma área rural próxima à rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, pegando fogo em seguida.
Investigadores do Cenipa e da Polícia Civil trabalham no caso para coletar evidências e realizar a perícia técnica necessária. O objetivo é esclarecer se houve falha mecânica ou se a intensidade repentina do vento superou a capacidade de manobra da aeronave, que é mais sensível a variações climáticas por ser de pequeno porte. Embora algumas testemunhas tenham relatado calmaria momentânea no ponto exato do impacto, os registros oficiais confirmam que a região enfrentava ventania severa no período da ocorrência.
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