Finanças

Brasil encara prejuízo de US$ 500 milhões com barreiras comerciais da União Europeia

Restrição atinge exportações de carne, mel e pescados a partir de setembro. Setores produtivos apontam protecionismo e governo tenta negociar novo plano de fiscalização sanitária.

FONTE ORIGINAL: G1 Economia · Reescrito por IA
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27/07/2026·1 visualizações
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O agronegócio brasileiro está em alerta com a iminência de um embargo da União Europeia que deve entrar em vigor no dia 3 de setembro. A medida restringe as vendas de carne bovina, mel e pescados, sob a justificativa de que o Brasil não possui controles rigorosos sobre o uso de antimicrobianos. Estima-se que, apenas até o fim deste ano, as perdas cheguem a US$ 500 milhões, com potencial de ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão caso as sanções sejam mantidas para 2027.

Representantes dos setores afetados rebatem as críticas e apontam motivações protecionistas por parte do bloco europeu. Segundo as associações, o sistema de defesa agropecuária nacional apresenta índices de rejeição próximos de zero, sendo um dos mais seguros do mundo. No caso do mel e da pesca extrativa, os produtores ressaltam que sequer utilizam os antibióticos citados, reforçando a tese de que a barreira visa proteger os criadores locais da competitividade dos produtos brasileiros.

O impacto financeiro é expressivo, especialmente na carne bovina, mercado em que a Europa é o principal destino de cortes nobres, como filé mignon e alcatra. Países Baixos e Itália lideram as compras brasileiras no continente. O setor de mel também vê com preocupação o bloqueio, que interrompe um movimento de forte expansão nas vendas externas. Já no segmento de pescados, o embargo pode frustrar o plano de retorno ao mercado europeu, que estava em fase final de negociações após sete anos de suspensão.

Para tentar reverter o cenário, o Ministério da Agricultura já encaminhou um novo plano de fiscalização detalhando as garantias sanitárias oferecidas pelo país. No entanto, o cronograma é desafiador: a reunião da União Europeia para analisar o documento está prevista apenas para novembro, dois meses após o início oficial do bloqueio. Enquanto isso, o governo e as entidades de classe buscam acelerar as tratativas diplomáticas para evitar danos maiores à balança comercial e à imagem dos produtos nacionais no exterior.

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