Geração de empregos formais no Alto Tietê despenca 55% no primeiro semestre de 2026
Entre janeiro e junho, a região criou 1.710 novas vagas com carteira assinada, número bem inferior aos 3.862 postos registrados no mesmo período de 2025, seguindo o ritmo de desaceleração nacional.

O mercado de trabalho formal no Alto Tietê apresentou um forte desaquecimento na primeira metade de 2026. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a região encerrou o semestre com um saldo positivo de 1.710 vagas, o que representa uma retração de 55% em comparação aos primeiros seis meses de 2025. Ao todo, as dez cidades da região somaram 104.511 contratações contra 102.801 demissões no período acumulado.
Entre os municípios, Itaquaquecetuba se destacou positivamente, liderando a criação de empregos com um saldo superior a 1,5 mil novos postos. Na sequência, Arujá e Mogi das Cruzes também apresentaram resultados favoráveis no balanço semestral. Por outro lado, Poá registrou o desempenho mais crítico da região, encerrando os primeiros seis meses do ano com o fechamento de mais de 1,4 mil postos de trabalho.
O mês de junho isoladamente reforçou a tendência de queda, com a região gerando apenas 44 novos postos formais — um recuo drástico de 95,8% em relação a junho do ano anterior. Enquanto Mogi das Cruzes conseguiu abrir 191 vagas no mês, Arujá enfrentou o pior cenário mensal, com um saldo negativo de 207 postos, evidenciando a volatilidade do mercado de trabalho local no curto prazo.
O panorama regional acompanha a situação econômica do Brasil, que registrou o pior primeiro semestre desde 2020. No país, a geração de empregos caiu 25% em relação ao ano passado, totalizando 921,64 mil novas vagas. Especialistas apontam que a manutenção de juros elevados tem dificultado a abertura de novos postos de trabalho e contido investimentos em diversos setores produtivos.
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