Política

Calote bancário atinge recorde histórico em junho apesar do Desenrola 2.0

Taxa média de atrasos nos bancos estaciona em 4,7%, o maior nível desde 2011. Para tentar frear o endividamento, o governo federal prorrogou o Desenrola 2.0 até o fim de agosto.

FONTE ORIGINAL: G1 Política · Reescrito por IA
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Mesmo com as tentativas do governo federal de aliviar o bolso dos brasileiros, a inadimplência bancária não cedeu e fechou o mês de junho em 4,7%. Segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira, o índice é o maior registrado desde o início da série histórica revisada, iniciada em 2011. O levantamento do órgão considera todos os atrasos superiores a 90 dias em operações de crédito.

Entre as famílias, a situação é ainda mais crítica, com o calote atingindo o patamar recorde de 5,6%. Já no setor corporativo, a inadimplência estabilizou em 3,2%, o valor mais alto observado desde o final de 2017. Esses números refletem a persistente dificuldade financeira enfrentada por diversos setores da economia nacional, que ainda sofrem para equilibrar as contas diante do custo do crédito.

O cenário de recordes ocorre em paralelo ao Desenrola 2.0, programa de renegociação que, até o fim de junho, movimentou R$ 22 bilhões em acordos. Diante da necessidade de ampliar o alcance da medida e reduzir o estoque de dívidas, o Ministério da Fazenda confirmou a prorrogação do prazo de adesão até o dia 31 de agosto. Até o momento, cerca de 3,6 milhões de renegociações foram concluídas com sucesso.

Dados da Serasa Experian reforçam o tamanho do desafio: cerca de 82,8 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida ativa. O endividamento das famílias compromete atualmente cerca de 49,8% da renda anual acumulada. Como grande parte desses débitos está concentrada em instituições financeiras, o governo mantém o foco no programa de descontos para tentar reverter o quadro de inadimplência no país.

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