Financiamento de veículos tem melhor desempenho para um semestre desde 2008
O setor automotivo registrou alta de 10,9% no primeiro semestre de 2026, com 3,78 milhões de unidades financiadas. O mercado de usados liderou o crescimento em todas as regiões do país.
O mercado brasileiro de crédito automotivo encerrou a primeira metade de 2026 com resultados expressivos. Segundo dados da Trillia, braço de análise da B3, o volume de veículos financiados saltou de 3,41 milhões para 3,78 milhões de unidades, uma expansão de 10,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do maior patamar registrado para um primeiro semestre nos últimos 18 anos, ficando atrás apenas da marca histórica verificada em 2008.
O levantamento aponta que os veículos usados continuam sendo o principal motor do setor, respondendo por 2,38 milhões das negociações, enquanto os modelos zero-quilômetro somaram 1,39 milhão. Geograficamente, a expansão foi verificada em todo o território nacional, com destaque para o Centro-Oeste, que liderou o avanço com alta de 13,1%. Nordeste e Sul também registraram crescimentos significativos, acima dos 11%, consolidando um cenário de recuperação generalizada.
Apesar do otimismo, o comportamento de consumo variou entre as categorias em junho. Enquanto o financiamento de carros de passeio novos recuou 3,3%, a procura por usados saltou 12%. No segmento de pesados, como caminhões e ônibus, houve um forte investimento em frotas novas, que apresentaram um salto de 33,2% nas concessões de crédito. Já no mercado de duas rodas, o interesse por motocicletas, impulsionado pelo uso profissional, sustentou uma alta anual de 5,6%.
Outro dado relevante revelado pelo relatório é o alongamento dos prazos de pagamento. A média dos contratos para automóveis subiu para 47,2 meses, refletindo uma tendência de parcelamentos mais longos em todas as faixas de tempo de uso. Essa mudança é ainda mais evidente em veículos seminovos, com até três anos de fabricação, onde o prazo médio agora ultrapassa os 51 meses, facilitando o acesso ao crédito para o consumidor final.
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.