Política

Calote bancário mantém recorde histórico em junho apesar de ações do governo

A inadimplência média no país permaneceu em 4,7% no mês de junho, o maior índice em treze anos. Diante do cenário, o governo federal prorrogou as adesões ao programa Desenrola até o fim de agosto.

FONTE ORIGINAL: G1 Política · Reescrito por IA
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Dados divulgados pelo Banco Central revelam que a taxa de inadimplência nas operações de crédito seguiu em patamar recorde em junho, atingindo 4,7%. Este é o nível mais elevado registrado pela autoridade monetária desde o início da série histórica revisada, em 2011. O indicador engloba atrasos superiores a 90 dias tanto de cidadãos quanto de empresas.

No segmento das pessoas físicas, o índice de atrasos alcançou 5,6%, também uma marca inédita. Já entre as pessoas jurídicas, o calote estabilizou em 3,2%, representando o maior volume de dívidas não pagas desde o final de 2017. O cenário de estagnação ocorre mesmo após o lançamento da segunda fase do Desenrola Brasil, iniciativa voltada para a recuperação de crédito no país.

Até o fechamento de junho, o programa federal já havia viabilizado a renegociação de aproximadamente R$ 22 bilhões em débitos, beneficiando cerca de 3,6 milhões de contratos. Diante da persistência dos altos índices de endividamento, o Ministério da Fazenda confirmou que o prazo de adesão à plataforma será estendido até o dia 31 de agosto para tentar ampliar o alcance da medida.

O endividamento das famílias brasileiras também segue em níveis críticos, comprometendo quase metade da renda acumulada em doze meses. Segundo levantamento da Serasa Experian, cerca de 82,8 milhões de brasileiros possuíam dívidas pendentes em março, sendo que quase 50% desse montante está concentrada justamente em instituições financeiras, foco principal do programa governamental.

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