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Anitta: Equilibrivm II impressiona pelo visual mas tropeça em canções pouco inspiradas

Sequência do projeto focado em espiritualidade traz curta-metragem impactante, mas peca por arranjos mornos e falta de ousadia musical ao tentar repetir a fórmula de sucesso da primeira parte.

FONTE ORIGINAL: G1 Pop & Arte · Reescrito por IA
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28/07/2026·1 visualizações
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Após o sucesso de crítica e público com o lançamento de Equilibrivm em abril, Anitta decidiu estender a jornada espiritual e temática em uma segunda parte. Lançado nesta quinta-feira, Equilibrivm II surge como um desdobramento direto das experimentações da cantora com o candomblé e a brasilidade. No entanto, o curto intervalo de três meses entre as produções reflete um trabalho que, embora grandioso em conceito, soa apressado em sua execução sonora.

O grande trunfo do lançamento não reside nas faixas isoladas, mas no curta-metragem de 35 minutos que acompanha o disco. O projeto audiovisual é uma colagem sofisticada de referências estéticas e religiosas, reafirmando o compromisso de Anitta em dar visibilidade a sua fé. Contudo, essa força visual acaba ofuscando as canções, que muitas vezes parecem servir apenas como pano de fundo para a narrativa cinematográfica, perdendo a força que se espera de um álbum pop de destaque.

Musicalmente, o disco oscila entre momentos potentes e escolhas pouco inspiradas. Faixas como Sal Grosso, gravada com KBrum, e a rave indígena Oke mostram o vigor da artista em fundir gêneros urbanos e tradicionais. Por outro lado, as incursões pelo samba, bossa nova e forró soam formulaicas, mesmo com participações de peso como Maria Bethânia e Alceu Valença. A tentativa de agradar o mercado internacional com uma versão em espanhol de Azul, clássico de Djavan, também destoa do restante da obra.

Embora Equilibrivm II seja um marco na carreira de Anitta pela coragem de expor suas raízes e crenças, o álbum arrisca pouco no campo da melodia e da composição. A produção impecável e a narrativa visual entregam um produto de alta qualidade estética, mas as letras e os arranjos lavados deixam a sensação de que o projeto merecia uma entrega vocal mais emocional. No fim, a obra exalta a potência de Anitta como estrategista e ícone cultural, mas deixa o ouvinte à espera de mais fôlego musical.

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