Maurício Pereira une família e poesia em seu novo álbum autoral O dia da girafa
O músico paulistano lança seu sexto disco solo de inéditas com colaborações dos filhos Tim e Chico Bernardes, explorando reflexões internas criadas durante o período de isolamento social.

Após um intervalo de seis anos desde seu último disco de canções inéditas, Maurício Pereira apresenta ao público O dia da girafa. O novo trabalho, produzido por Biel Basile, reafirma o estilo singular do artista, que transita entre a crônica do cotidiano e a experimentação lírica, consolidando sua trajetória como uma das vozes mais autênticas da cena independente brasileira.
O projeto ganha um contorno familiar especial com a participação direta de seus filhos. Tim Bernardes, vocalista do grupo O Terno, divide com o pai a composição de uma faixa com influências do indie rock. Já Chico Bernardes assume a coprodução do álbum e assina as melodias de faixas introspectivas que se destacam pela harmonia entre letra e som, evidenciando o talento da nova geração da família.
As composições de O dia da girafa surgiram de um intenso fluxo criativo durante o isolamento imposto pela pandemia. Diferente de obras anteriores, onde a cidade de São Paulo era a protagonista frequente, este álbum mergulha em paisagens mentais e turbilhões emocionais. A canção As nuvens, nuvens, nuvens sobressai como a única escrita integralmente por Pereira, mantendo uma atmosfera etérea e delicada.
Além das parcerias familiares, o disco conta com colaborações de nomes como Romulo Fróes, Lu Horta e Tonho Penhasco. O repertório varia entre momentos de suavidade acústica e ritmos mais festivos, como na faixa gravada com A Espetacular Charanga do França, provando que, mesmo atuando às margens do grande mercado comercial, Maurício Pereira continua renovando sua forma de fazer arte com profundidade poética.
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.