Conselheiros de Fernando de Noronha contestam novo Plano de Manejo da ilha
Representantes da comunidade alegam falta de transparência e afirmam que a versão final do documento, publicada no Diário Oficial, não recebeu o aval oficial dos moradores locais.

A oficialização da revisão do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha, publicada no Diário Oficial nesta terça-feira, desencadeou uma série de críticas por parte dos conselheiros distritais. Os representantes comunitários alegam que o documento final não passou pelo crivo dos moradores e que o processo de elaboração ignorou etapas fundamentais de participação popular.
Conduzida pelo ICMBio, a nova regulamentação impõe restrições severas, como a proibição de novos empreendimentos comerciais e hoteleiros na chamada Zona de Produção. No entanto, os críticos argumentam que tais decisões foram tomadas sem a apresentação de estudos técnicos recentes sobre a capacidade de carga da ilha e o volume total de veículos e embarcações em circulação no arquipélago.
Além da falta de dados, o conselho contesta a realização de reuniões estratégicas fora da ilha, o que teria dificultado o acesso da população ao debate. Diante do descontentamento, o grupo planeja uma mobilização junto ao Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, para solicitar a revisão do ato. Até o momento, o instituto responsável não se pronunciou sobre as queixas apresentadas.
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