Tesouro Direto registra segundo melhor desempenho da história com vendas de R$ 14,76 bilhões
Impulsionado pela Selic alta e por novos títulos, o programa registrou crescimento de 156% na comparação anual. O volume de vendas em junho foi o segundo maior desde a criação do sistema.
O Tesouro Direto alcançou um patamar histórico em junho ao registrar R$ 14,76 bilhões em vendas de títulos públicos para pessoas físicas. O resultado representa o segundo maior volume mensal desde o início do programa em 2002, ficando atrás apenas do recorde de março deste ano por uma margem estreita de R$ 30 milhões. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a procura pelos papéis deu um salto expressivo de 156%.
A manutenção da taxa Selic em patamares elevados foi o principal motor para esse crescimento, tornando os títulos vinculados aos juros básicos os preferidos do público, com 54,5% de participação nas vendas totais. Outro destaque foi o sucesso do Tesouro Reserva, novo papel voltado para reservas de liquidez, que atraiu R$ 2,09 bilhões em sua estreia. Títulos corrigidos pela inflação e papéis prefixados também mantiveram fatias relevantes na preferência dos investidores.
O perfil das transações reforça a popularização do programa entre os pequenos poupadores, já que cerca de 75% das operações realizadas no mês foram de até R$ 5 mil. O número de investidores com aplicações ativas também apresentou expansão, superando a marca de 3,6 milhões de pessoas, o que representa uma alta superior a 21% em doze meses. Atualmente, o estoque total acumulado no Tesouro Direto soma R$ 262,47 bilhões.
Com a entrada de mais de 261 mil novos participantes apenas em junho, o sistema consolida sua função de captar recursos para o governo honrar seus compromissos financeiros. Em contrapartida, o Tesouro Nacional oferece uma alternativa segura de investimento para o cidadão, com rentabilidades atreladas a indicadores oficiais ou taxas fixas, permitindo o planejamento financeiro para diferentes horizontes de tempo.
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