China rebate tarifas dos EUA e estreita aliança com o Brasil para acelerar acordo com Mercosul
Pequim condena protecionismo de Washington e garante apoio à soberania brasileira, enquanto Lula e Xi Jinping discutem parcerias estratégicas para reduzir a dependência comercial do mercado americano.

O governo chinês manifestou forte oposição às novas barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos, classificando as medidas como um retrocesso protecionista. Washington justificou as taxas de até 12,5% sob a alegação de combate ao trabalho degradante, argumento que Pequim classificou como infundado e hipócrita. Para o Ministério do Comércio da China, a Casa Branca utiliza investigações unilaterais para prejudicar diversos parceiros globais, incluindo o Brasil e a União Europeia.
A tensão diplomática se estende também ao campo da inovação. Pequim criticou a possibilidade de novas restrições americanas sobre o setor de inteligência artificial chinês, denunciando uma tentativa de hegemonia tecnológica por parte dos EUA. O governo asiático afirmou que adotará todas as medidas necessárias para proteger suas empresas contra o que chamou de perseguição e difamação, elevando o tom da disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo.
Diante desse cenário, a China intensificou o diálogo estratégico com o Brasil. Em longa conversa por telefone, o presidente Xi Jinping assegurou ao presidente Lula que apoia a autonomia brasileira contra qualquer tipo de interferência externa. O movimento reforça a posição do Brasil como um aliado fundamental na manutenção da estabilidade regional, especialmente em um momento em que as políticas econômicas de Donald Trump geram incertezas nos mercados internacionais.
Como resposta prática ao protecionismo, os dois mandatários decidiram priorizar as negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China. A estratégia busca diversificar os destinos das exportações e blindar as economias nacionais contra sanções unilaterais. Segundo o governo brasileiro, a meta é encontrar flexibilidades que permitam a integração do bloco sul-americano ao mercado chinês, fortalecendo a soberania econômica de ambos os países.
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