Empreendedorismo na terceira idade: formalização pode triplicar rendimentos
Estudo do Sebrae aponta que donos de negócios com mais de 60 anos formalizados atingiram renda recorde de R$ 7.458, valor três vezes superior ao recebido por quem atua na informalidade.
De acordo com um levantamento recente do Sebrae, baseado em dados do IBGE, a formalização de negócios entre brasileiros acima dos 60 anos é o caminho para um salto financeiro expressivo. O estudo indica que empreendedores da terceira idade que saem da informalidade conseguem triplicar sua renda média, atingindo patamares históricos de faturamento e maior estabilidade econômica.
No final de 2025, o rendimento médio desse grupo formalizado chegou a R$ 7.458, o maior valor registrado desde o início da série histórica em 2012. Em contrapartida, aqueles que atuam sem registro legal recebem, em média, apenas R$ 2.152. Além do ganho financeiro, o perfil desses profissionais evoluiu intelectualmente: a fatia de empreendedores sêniores com ensino médio completo ou superior saltou de 24% para 42% em pouco mais de uma década.
Atualmente, o Brasil conta com 4,5 milhões de donos de negócios na faixa etária sênior, o que representa um crescimento de 59% desde 2012. Apesar do avanço numérico, esse público corresponde a 15% do total de empreendedores no país, enquanto a população acima dos 60 anos já compõe 20% das pessoas em idade ativa. O dado revela que ainda há um vasto espaço para a expansão do empreendedorismo entre os mais velhos.
O perfil social dos pesquisados também mostra que 67% desses empreendedores são os principais chefes de seus domicílios. Contudo, o Sebrae alerta que, apesar dos sucessos em renda e escolaridade, a terceira idade ainda avança mais lentamente que os jovens na busca por proteção previdenciária. Entre todas as faixas etárias analisadas, os sêniores registraram o menor índice de progresso na formalização de suas atividades nos últimos dez anos.
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