Prédio histórico dos Correios no Rio vai a leilão por lance inicial de R$ 53,6 milhões
O icônico edifício na Rua Primeiro de Março integra o plano de reestruturação da estatal. O lance mínimo é de R$ 53,6 milhões em certame realizado totalmente pela internet.
A antiga sede dos Correios, um dos marcos arquitetônicos da Rua Primeiro de Março, no coração do Rio de Janeiro, será leiloada nesta quinta-feira (30). O lance inicial para o imóvel, que possui cerca de 9 mil metros quadrados de área construída, está fixado em R$ 53,6 milhões. Caso não haja compradores na primeira fase, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões nas rodadas seguintes. O certame ocorre de forma exclusivamente digital pela plataforma VIP Leilões.
A venda faz parte de uma ampla estratégia de reestruturação dos Correios, que busca otimizar seu patrimônio imobiliário para cobrir prejuízos e financiar modernizações. No primeiro trimestre deste ano, a estatal registrou um déficit expressivo, e a empresa defende que a alienação de ativos ociosos ou subutilizados ajuda a reduzir gastos imediatos com manutenção, além de colaborar para o reequilíbrio financeiro da companhia.
Localizado na histórica região da Praça XV, o edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Embora a transferência de propriedade seja permitida por lei, o novo dono terá restrições rigorosas, não podendo demolir ou descaracterizar a fachada e os elementos internos protegidos. O Iphan ressaltou que a responsabilidade pela conservação e integridade do bem permanece com o proprietário, independentemente de quem detenha a posse.
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) acompanha o processo com atenção, especialmente quanto à destinação futura do espaço. Para a entidade, o comprador precisa estar ciente da relevância cultural do prédio, que integra um conjunto cercado por ícones como o Paço Imperial e o Centro Cultural Banco do Brasil. Qualquer intervenção ou adaptação para novos usos dependerá obrigatoriamente de licenciamento e aprovação dos órgãos de preservação.
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