Dólar encerra estável a R$ 5,08, mas Ibovespa recua pressionado pelo petróleo e cenário externo
O mercado financeiro fechou a semana com o dólar em R$ 5,081 e queda de 1,52% na Bolsa. Investidores reagiram a novas tarifas comerciais dos EUA e a movimentos diplomáticos no Oriente Médio.
O dólar comercial encerrou a última sessão da semana com uma variação mínima de 0,06%, fixado em R$ 5,081. Apesar da estabilidade no dia, a moeda americana acumulou uma desvalorização de 0,58% nos últimos cinco dias. O desempenho do real foi superior ao de outros países emergentes, impulsionado pelo diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, além do status do país como exportador de petróleo.
No mercado acionário, o Ibovespa não seguiu o mesmo ritmo e recuou 1,52%, fechando aos 174.041 pontos. O índice foi pressionado pela forte queda nas ações de petroleiras e mineradoras, que acompanharam a desvalorização das commodities no exterior. Mesmo com o resultado negativo desta sexta-feira, a principal referência da Bolsa brasileira conseguiu sustentar uma leve alta de 0,19% no acumulado da semana.
O cenário internacional dominou as atenções dos investidores com a entrada em vigor de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. O setor produtivo brasileiro agora enfrenta taxas que variam entre 10% e 12,5%, atingindo milhares de itens. Paralelamente, rumores sobre uma possível retomada diplomática entre Washington e Teerã, com mediação chinesa e paquistanesa, ajudaram a arrefecer os preços do barril de petróleo.
O petróleo tipo Brent, utilizado como base pela Petrobras, registrou queda de 3,88%, sendo negociado a US$ 96,78. O recuo ocorre após a commodity ter ultrapassado a barreira dos US$ 100 na quinta-feira. Apesar da correção pontual, especialistas alertam que riscos geopolíticos no Oriente Médio e no Mar Vermelho continuam no radar, mantendo a volatilidade elevada para os próximos dias.
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