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Crise no Body Positive: por que o movimento de aceitação corporal perdeu força?

Antigas vozes da aceitação corporal agora buscam o emagrecimento, enquanto o mercado e as passarelas reduzem o espaço para a diversidade física em um cenário de maior conservadorismo.

FONTE ORIGINAL: G1 Pop & Arte · Reescrito por IA
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28/07/2026·1 visualizações
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O movimento body positive, que alcançou seu auge entre 2019 e 2022 pregando a autoaceitação e o amor ao próprio corpo, enfrenta um período de forte retração global. Se antes as redes sociais e as passarelas celebravam a diversidade de formas, hoje o cenário é de crise. Grandes marcas reduziram o apoio a campanhas inclusivas e os desfiles de moda voltaram a priorizar drasticamente o padrão de magreza, refletindo uma mudança cultural influenciada pelo avanço do conservadorismo e novas prioridades no mercado internacional.

No Brasil, referências pioneiras da causa, como Beta Boechat e Alexandra Gurgel, ilustram essa transformação. Ambas deixaram de focar exclusivamente na militância e passaram por processos de perda de peso, o que gerou críticas de seguidores que defendiam uma espécie de cartilha de resistência corporal. Para essas influenciadoras, a liberdade pregada pelo movimento sempre incluiu o direito de mudar o próprio corpo conforme a necessidade individual, seja por questões de saúde, mobilidade ou simples desejo pessoal.

Especialistas apontam que a popularização de medicamentos emagrecedores e a preocupação pós-pandemia com a saúde aceleraram o enfraquecimento do ativismo radical. De acordo com relatórios da indústria da moda, a presença de modelos plus size em desfiles caiu para níveis alarmantes, retornando a patamares de quase exclusão em 2024. Enquanto isso, o debate sobre a obesidade se desloca da aceitação política pura para o tratamento médico, com o auxílio de novas tecnologias farmacêuticas que ajudam a quebrar antigos estigmas.

Apesar do declínio como movimento organizado de massas, o body positive não desapareceu, mas sim transmutou-se. Atualmente, a pauta da autoestima e da diversidade corporal sobrevive de forma mais liberal e menos combativa, diluída em conteúdos sobre bem-estar e histórias cotidianas. Para os ativistas que ainda permanecem na causa, o objetivo final continua sendo o respeito às escolhas individuais e a garantia de que todos os formatos de corpos tenham o direito de existir com dignidade.

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