Finanças

Governo autoriza venda direta de gás natural para baratear custos da indústria

O CNPE aprovou a comercialização direta do gás natural da União, medida que visa ampliar a concorrência e pode reduzir o valor do insumo em até 50% para o setor produtivo nacional.

FONTE ORIGINAL: G1 Economia · Reescrito por IA
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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deu sinal verde para uma mudança estratégica no mercado de energia brasileiro ao autorizar a venda direta do gás natural pertencente à União no mercado livre. A resolução altera normas vigentes desde 2018 e estabelece que a comercialização será gerida pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

A iniciativa visa quebrar a atual predominância da Petrobras na distribuição desse estoque governamental. Com a nova regra, o Ministério de Minas e Energia estima que o preço do gás para o setor industrial possa cair de aproximadamente US$ 12 para US$ 5 por milhão de BTU. Essa redução de 50% tem como objetivo principal tornar a indústria nacional mais competitiva.

Apesar do impacto positivo esperado na produção, o governo esclarece que a medida não atinge o gás de cozinha (GLP) vendido em botijões nem altera de imediato as contas de consumidores residenciais. O benefício para o cidadão comum poderá ocorrer de forma indireta, caso a queda nos custos de fabricação de produtos seja repassada ao consumidor final pelas empresas.

Para o ministro Alexandre Silveira, a ampliação da concorrência é um passo fundamental para o desenvolvimento econômico. Ao oferecer um insumo mais barato, o governo aposta no fortalecimento da cadeia produtiva e na atração de novos investimentos para o país, utilizando o potencial das reservas do pré-sal para impulsionar a economia nacional.

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