Justiça boliviana ordena prisão de Evo Morales sob acusação de terrorismo e levante
Ex-presidente da Bolívia é acusado de incentivar bloqueios que paralisaram o país por 50 dias. Morales alega perseguição política e fala em "guerra judicial" contra sua imagem.

A Procuradoria-Geral da Bolívia emitiu um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, intensificando a crise política que atinge o país. O líder cocaleiro é investigado por crimes graves, incluindo terrorismo e levante armado, após uma onda de manifestações que afetou drasticamente o abastecimento nacional.
Segundo as autoridades, Morales teria tido um papel central na organização de bloqueios de rodovias que se estenderam por quase dois meses. O governo atual sustenta que essas ações não foram meros protestos sociais, mas tentativas deliberadas de desestabilizar a ordem democrática e asfixiar a economia boliviana.
Do outro lado, Evo Morales nega veementemente todas as acusações e classifica a ofensiva jurídica como uma estratégia de "guerra judicial". O ex-mandatário afirma que o sistema de justiça está sendo utilizado como uma ferramenta política para desgastar sua imagem e impedi-lo de participar de futuras disputas eleitorais.
A tensão entre Morales e o atual governo, que já foram aliados próximos, reflete a profunda divisão dentro do movimento governista boliviano. O cumprimento dessa ordem de prisão é visto como um ponto de inflexão que pode definir os rumos da estabilidade interna do país vizinho nos próximos meses.
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