Caso Di Angellis: Ex-PMs sentam no banco dos réus por assassinato de advogado no Ceará
Glauco Bonfim e José Luciano são julgados pela execução de Francisco Di Angellis em 2023. O crime envolveu monitoramento por rastreador e suposta extorsão.

O Tribunal do Júri de Fortaleza inicia nesta quinta-feira (30), às 8h30, o julgamento de dois ex-policiais militares acusados de assassinar o advogado Francisco Di Angellis Duarte de Morais. Glauco Sérgio Soares do Bonfim e José Luciano Souza de Queiroz respondem pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa pela execução ocorrida em maio de 2023.
A vítima foi morta a tiros na porta de sua residência, no bairro Parquelândia, após ser alvo de uma emboscada. Segundo as investigações do Ministério Público do Ceará, os réus monitoraram os passos de Di Angellis dias antes do crime, chegando a instalar um equipamento de rastreamento no escapamento do veículo do advogado para facilitar a ação criminosa.
O pano de fundo do crime envolve um suposto acordo financeiro entre a vítima e o empresário Ernesto Wladimir de Oliveira Barroso. Di Angellis trabalhava para um portal de notícias que publicava matérias críticas ao patrimônio de Ernesto. O empresário chegou a ser denunciado como mandante da execução, mas a Justiça decidiu não levá-lo a júri popular por considerar as provas insuficientes.
Ambos os acusados possuem histórico criminal prévio. Glauco já tinha registros por posse de arma, enquanto José Luciano responde por homicídio e outros delitos. Embora a defesa dos ex-PMs tenha inicialmente recorrido da decisão que os enviou ao banco dos réus, os advogados desistiram do recurso, permitindo o agendamento do julgamento pela 1ª Vara do Júri de Fortaleza.
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.