Finanças

Apostas online drenam R$ 2,2 bilhões da economia do Rio de Janeiro por ano

Estudo revela que moradores da região metropolitana do Rio gastam o triplo do orçamento de Natal em apostas, com a maioria dos jogadores utilizando o próprio salário para financiar os palpites virtuais.

FONTE ORIGINAL: Agência Brasil - Economia · Reescrito por IA
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28/07/2026·1 visualizações
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Um levantamento recente do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec) acendeu o alerta sobre o impacto das apostas virtuais no Rio de Janeiro. De acordo com o estudo, os moradores da região metropolitana movimentam impressionantes R$ 2,2 bilhões por ano em plataformas digitais. Esse montante é três vezes superior ao volume financeiro estimado para as vendas de Natal no estado, indicando uma drenagem significativa de recursos que deixam de circular no comércio tradicional e em serviços locais.

O perfil dos apostadores fluminenses mostra que a prática está disseminada: cerca de 22,7% da população local já participou desse mercado, com um gasto médio individual de R$ 1,2 mil anuais. A maioria desse público é masculina (65,6%) e jovem, concentrada na faixa etária entre 25 e 34 anos. Preocupa o fato de que a maior parte dos usuários possui renda mensal entre um e dois salários mínimos, comprometendo o orçamento doméstico diretamente na tentativa de obter lucros imediatos.

Entre as modalidades preferidas, as apostas esportivas lideram a preferência popular, seguidas de perto por jogos de cassino virtual, como o "tigrinho". O levantamento destaca que quase metade dos entrevistados encara a atividade como um investimento ou fonte de renda extra, ignorando os riscos financeiros envolvidos. Além disso, cerca de 70% dos participantes admitem utilizar o próprio salário para custear os lances, muitas vezes sem sequer conferir se o site utilizado opera de forma legalizada no país.

Diante desse cenário de vulnerabilidade financeira e vício, a Prefeitura do Rio passou a restringir severamente a publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos e mobiliário urbano. As empresas do setor também são agora obrigadas a incluir alertas explícitos, semelhantes aos dos maços de cigarro, informando que a prática pode causar dependência e perda de patrimônio. As medidas buscam mitigar o impacto social negativo e combater a falsa percepção de que jogos de azar são ferramentas seguras para rentabilizar capital.

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