Caso Zampieri: julgamento é suspenso por saúde de jurado e remarcado para 2026
O tribunal do júri que analisa a morte do advogado Roberto Zampieri foi adiado após a dissolução do conselho de sentença. Os réus permanecem presos até a nova sessão, prevista para setembro de 2026.

A Justiça de Mato Grosso determinou a suspensão e o adiamento do julgamento dos três homens acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. A sessão, que ocorria no Fórum de Cuiabá, foi interrompida nesta quarta-feira após um dos jurados apresentar problemas de saúde. Com a dissolução do Conselho de Sentença, o juiz José Mauro Nagib Jorge agendou a nova data para o dia 29 de setembro de 2026.
Até o momento da interrupção, seis testemunhas de acusação e defesa já haviam prestado depoimento. De acordo com o Ministério Público estadual, todo o rito processual precisará ser reiniciado com a formação de um novo grupo de jurados, embora os registros das falas e as provas colhidas permaneçam válidos e anexados aos autos. Os promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins seguem à frente da acusação.
Os réus Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa continuarão detidos preventivamente até a nova data do júri. Eles respondem por homicídio triplamente qualificado. Segundo a denúncia, Antônio efetuou os disparos com o auxílio de Hedilerson, enquanto Etevaldo teria se envolvido na trama criminosa mediante promessa de recompensa financeira.
O crime, que causou grande repercussão, ocorreu em dezembro de 2023, quando Zampieri foi emboscado na frente de seu escritório na capital mato-grossense. O atirador esperou pela vítima por cerca de uma hora e utilizou uma caixa para abafar o som dos disparos. Na ocasião, o advogado foi atingido por dez tiros enquanto estava dentro de seu carro, que não era blindado.
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