Finanças

Governo aprova novos leilões de gás e projeta redução de 50% nos custos para a indústria

A nova regra autoriza a venda direta do gás natural da União ao mercado livre pela estatal PPSA. O governo estima que o preço do insumo caia pela metade, gerando investimentos de R$ 95 bilhões no país.

FONTE ORIGINAL: G1 Economia · Reescrito por IA
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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) oficializou uma mudança estratégica na comercialização do gás natural pertencente à União. A nova resolução permite que a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) realize leilões diretos para o mercado livre, eliminando intermediários e focando no abastecimento de setores industriais de base, como o químico e o siderúrgico.

Com a quebra do modelo de venda atual, hoje concentrado na Petrobras, o Ministério de Minas e Energia projeta uma queda drástica nos preços. Atualmente comercializado em torno de US$ 12 por milhão de BTU, o valor do insumo pode recuar para US$ 5. Essa economia superior a 50% deve aumentar a competitividade de segmentos que utilizam o gás de forma intensiva, como as fábricas de fertilizantes.

O cronograma estabelecido pelo governo prevê duas etapas de leilões: uma de curto prazo, entre 2026 e 2030, e outra de longo prazo, com início após 2030. Além de favorecer a indústria, a medida busca ampliar a oferta interna e reduzir a reinjeção de gás nos campos produtores, otimizando o aproveitamento dos recursos naturais do pré-sal brasileiro.

As projeções econômicas para o novo modelo são otimistas e indicam um impacto profundo no desenvolvimento nacional. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as mudanças podem destravar R$ 95 bilhões em investimentos e gerar mais de 430 mil empregos. Espera-se ainda um incremento de R$ 79 bilhões no PIB e um aumento significativo na arrecadação tributária federal.

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