Defesa de Marco Buzzi solicita adiamento de julgamento sobre assédio no STJ
Advogados do ministro afastado alegam falta de tempo para apresentar argumentos aos colegas da Corte e pedem nova data para a análise do processo administrativo disciplinar.

A defesa do ministro afastado Marco Buzzi solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o adiamento do julgamento administrativo que pode resultar em sua perda definitiva de cargo. A sessão estava prevista para ocorrer nesta quinta-feira (6), em caráter presencial e fechado, com o objetivo de analisar as denúncias de assédio e importunação sexual que pesam contra o magistrado.
Os advogados de Buzzi argumentam que o recente retorno do recesso judiciário sobrecarregou a agenda dos ministros, tornando inviável a realização de reuniões individuais para a exposição de teses defensivas antes do veredito. No pedido encaminhado ao presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, a equipe jurídica solicita que o caso seja postergado para a semana seguinte ou outra data oportuna.
As investigações internas baseiam-se nos relatos de duas mulheres. Uma delas, de 18 anos, afirma ter sido importunada durante um mergulho no litoral de Santa Catarina. A outra suposta vítima é uma ex-servidora do tribunal, que detalhou diversos episódios de assédio ocorridos em ambiente de trabalho entre 2023 e 2025. O ministro foi afastado de suas funções em fevereiro, logo após as primeiras revelações virem a público.
Além do processo administrativo no STJ, Marco Buzzi enfrenta dois inquéritos criminais no Supremo Tribunal Federal. As apurações no STF tratam tanto das suspeitas de crimes sexuais quanto de um suposto envolvimento em esquemas de venda de decisões judiciais. A defesa nega veementemente todas as acusações, apontando contradições nos depoimentos e alegando limitações físicas do ministro que impediriam as condutas descritas.
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.