BMW planeja demitir 8 mil funcionários na Alemanha até 2027
A montadora alemã anunciou um programa de demissão voluntária focado nas áreas administrativas. A medida visa conter a queda nos lucros e enfrentar a forte concorrência global e os custos da transição elétrica.

A BMW confirmou nesta quarta-feira que pretende reduzir seu quadro de funcionários na Alemanha em cerca de 8 mil pessoas até o fim de 2027. A medida será viabilizada por meio de um programa de desligamento voluntário, negociado diretamente com o conselho de trabalhadores da companhia. O foco dos cortes será nos setores de administração e desenvolvimento, preservando, neste momento, as linhas de produção.
O anúncio ocorre em um período de fragilidade para a indústria automotiva alemã, que enfrenta uma combinação de demanda global enfraquecida e altos custos na transição para os motores elétricos. A BMW, que até então apresentava resultados mais estáveis que suas rivais, viu-se obrigada a intensificar o corte de gastos após registrar um desempenho abaixo do esperado no mercado chinês, um de seus principais pilares de vendas.
A fabricante de Munique se junta a outras gigantes do setor, como Volkswagen e Mercedes-Benz, que também anunciaram reestruturações massivas recentemente. O cenário é agravado pela disputa comercial com fabricantes chinesas e novas tarifas internacionais, fatores que têm pressionado as margens de lucro. Nesta semana, o clima de tensão no setor também resultou em protestos de trabalhadores em fábricas da Audi contra possíveis fechamentos de unidades.
De acordo com a diretoria da BMW, as mudanças são fundamentais para garantir a rentabilidade em um mercado cujas regras de negócio se transformaram de forma drástica. A empresa, que emprega cerca de 150 mil pessoas globalmente, deve detalhar o impacto financeiro dessas medidas em seu balanço trimestral, previsto para ser divulgado nesta quinta-feira.
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