Brasil abre 145 mil vagas de emprego formal em junho sob a liderança do setor de serviços
O mercado de trabalho brasileiro fechou o mês de junho com saldo positivo, totalizando mais de 145 mil novos postos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados nesta quarta-feira.
O Brasil registrou a abertura de 145.161 novos postos de trabalho formal no mês de junho, resultado de um fluxo de 2,2 milhões de contratações contra 2 milhões de desligamentos. De acordo com o Novo Caged, o estoque total de trabalhadores com carteira assinada no país atingiu a marca de 48 milhões, consolidando um crescimento de 0,30% em comparação ao mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a economia brasileira já gerou quase 943 mil novas vagas.
A performance positiva foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que sozinho criou mais de 74 mil oportunidades. A agropecuária e o comércio também deram fôlego aos índices nacionais. Geograficamente, a região Sudeste concentrou o maior volume de novas vagas, com destaque para os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na contramão, apenas Espírito Santo e Tocantins fecharam o período com saldo negativo expressivo de postos de trabalho.
O perfil das novas contratações mostra um protagonismo da juventude, com destaque para a faixa etária entre 18 e 24 anos, que liderou as estatísticas de ocupação. Em relação à remuneração, o salário médio de admissão apresentou um leve avanço real, fixando-se em R$ 2.404,34. O balanço também revela que o mercado segue absorvendo uma mão de obra diversa, com expressiva participação de trabalhadores que se autodeclaram pardos, brancos e pretos nos novos contratos firmados.
Apesar do avanço, o volume de contratações foi inferior ao registrado em junho do ano passado. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu essa desaceleração à política monetária do Banco Central. Segundo o chefe da pasta, a manutenção das taxas de juros em patamares elevados, somada a tensões geopolíticas internacionais e barreiras comerciais estrangeiras, tem freado um crescimento que poderia ser ainda mais robusto para a economia nacional.
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