Últimas Notícias

Morre em Goiás irmão de Leide das Neves, vítima da tragédia do Césio-137

Lucimar das Neves Ferreira, que foi exposto à radiação aos 14 anos, morreu aos 52 em Aparecida de Goiânia. Ele era irmão de Leide das Neves, símbolo da tragédia radiológica ocorrida em 1987.

FONTE ORIGINAL: G1 · Reescrito por IA
Ver publicação original
27/07/2026·2 visualizações
Compartilhar

Lucimar das Neves Ferreira, de 52 anos, foi encontrado sem vida em sua residência no município de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana. A notícia do falecimento foi confirmada pela Associação das Vítimas do Césio-137 e por sua mãe, Lourdes das Neves Ferreira. De acordo com informações preliminares, Lucimar teria morrido enquanto dormia, no último sábado (25).

A trajetória de Lucimar foi marcada pela exposição à radiação ainda na adolescência. Aos 14 anos, ele foi atingido pelo material radioativo após a abertura de uma cápsula de Césio-137, caso que chocou o país no final da década de 80. Relatos da associação indicam que ele enfrentava problemas de saúde recorrentes e passava por acompanhamento médico, apresentando episódios frequentes de desmaio nos últimos meses.

Ele era irmão de Leide das Neves Ferreira, a menina de seis anos que se tornou o principal rosto das vítimas do acidente em Goiânia. Na ocasião, o pai dos jovens levou fragmentos da substância radioativa para dentro de casa após o material ser retirado de um equipamento de radioterapia abandonado. Leide faleceu pouco tempo depois do contato direto com o elemento químico.

A morte de Lucimar traz novamente à tona o debate sobre a assistência e o monitoramento das vítimas da tragédia. Embora a causa exata do óbito não tenha sido divulgada, o histórico de saúde debilitada do sobrevivente era acompanhado de perto por familiares. Dona Lourdes, em suas redes sociais, prestou homenagens ao filho, relembrando o impacto que o acidente de 1987 teve na vida de toda a família.

O acidente com o Césio-137 é reconhecido como o maior desastre radiológico do mundo ocorrido fora de instalações nucleares. Após quase quatro décadas, as sequelas físicas e emocionais continuam a afetar aqueles que foram direta ou indiretamente expostos, mantendo viva a memória de uma das maiores tragédias da história de Goiás e do Brasil.

Sua reação
Google AdSense · In-Article

Comentários (0)

0/1500
  • Seja o primeiro a comentar.