Brasil aciona OMC e libera R$ 18,5 bilhões para enfrentar tarifaço de Trump
Diante das novas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, o governo brasileiro busca arbitragem internacional e anuncia apoio financeiro bilionário aos setores produtivos atingidos pelas medidas.

O governo brasileiro iniciou uma ofensiva diplomática e econômica para mitigar os impactos das novas tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos. O país foi alvo de duas sobretaxas recentes: uma de 25%, motivada por investigações sobre práticas comerciais, e outra de 12,5%, sob a justificativa de fiscalização insuficiente contra o trabalho forçado.
Como resposta imediata, o Itamaraty levou o caso para a Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando uma mediação internacional contra o que considera medidas desleais. No plano interno, o Palácio do Planalto confirmou a liberação de R$ 18,5 bilhões em créditos e incentivos para socorrer as indústrias nacionais que mais dependem do mercado norte-americano.
Especialistas indicam que o Brasil pode adotar posturas ainda mais rígidas, como o uso da Lei de Reciprocidade. Essa legislação permite que o governo brasileiro aplique taxas equivalentes a produtos estratégicos vindos dos Estados Unidos, servindo como uma ferramenta de retaliação legal para forçar uma renegociação dos termos comerciais entre as duas potências.
Enquanto o embate com Washington ganha novos capítulos, o Brasil acelera a aproximação com outros parceiros globais. O governo tem intensificado diálogos com a China e o Mercosul, aproveitando o momento em que as exportações para o mercado chinês atingem patamares recordes, redesenhando as rotas tradicionais do comércio exterior brasileiro.
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