Rússia emite mandado de prisão internacional contra fundador do Telegram
O FSB acusa Pavel Durov de permitir que o Telegram seja usado pela Ucrânia para coordenar ataques terroristas. Um mandado de prisão internacional foi emitido contra o empresário.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) formalizou acusações contra Pavel Durov, criador do Telegram, alegando que a plataforma facilita o que chamou de terrorismo ucraniano. Segundo as autoridades de Moscou, o aplicativo falhou em remover conteúdos que coordenam atos de sabotagem, fraudes cibernéticas e massacres em solo russo. Diante das alegações, um mandado de prisão internacional contra o bilionário foi expedido nesta quarta-feira (29).
Em uma resposta provocativa, a conta oficial do Telegram na rede social X publicou uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno logo após o anúncio das medidas judiciais. Até o momento, nem o empresário nem sua equipe emitiram comunicados oficiais detalhados sobre as novas acusações russas. O paradeiro atual de Durov é desconhecido, embora ele tenha circulado recentemente por países como França, Geórgia e Emirados Árabes Unidos.
Esta não é a única frente jurídica enfrentada pelo empresário, que também é investigado na França por suposta falta de cooperação com as autoridades no combate a crimes digitais. Durov deixou a Rússia definitivamente em 2014, após perder o controle da rede social VKontakte devido a pressões governamentais. Ele sustenta que suas plataformas priorizam a privacidade dos usuários e a liberdade de expressão, recusando-se a cumprir ordens de censura.
Apesar das tentativas do Kremlin de migrar usuários para serviços nacionais, como o estatal Max, o Telegram segue como a principal ferramenta de comunicação na região, sendo amplamente utilizado até por órgãos oficiais russos. Com mais de 1 bilhão de usuários globais, o aplicativo se tornou um campo de batalha informacional estratégico desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia.
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