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Rússia inclui Pavel Durov, criador do Telegram, em lista de terroristas e extremistas

O governo de Vladimir Putin acusou formalmente o executivo de facilitar crimes cibernéticos e atividades militares ucranianas. A decisão marca uma nova etapa na pressão do Kremlin sobre a plataforma.

FONTE ORIGINAL: G1 Tecnologia · Reescrito por IA
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O governo da Rússia, por meio da agência de monitoramento financeiro Rosfinmonitoring, oficializou nesta quinta-feira a inclusão de Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, em sua lista de terroristas e extremistas. A medida amplia a ofensiva do Kremlin contra o empresário, que já era alvo de um mandado de prisão internacional sob a alegação de que sua plataforma facilita ações de sabotagem e crimes cibernéticos contra a Federação Russa.

Segundo as autoridades russas, o Telegram teria falhado em moderar conteúdos utilizados por serviços de inteligência ucranianos para coordenar ataques e fraudes eletrônicas. Em uma reação silenciosa, mas provocativa, a conta oficial do aplicativo na rede social X publicou uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno, embora o executivo não tenha se manifestado publicamente sobre a nova designação.

O empresário, que possui cidadania francesa e dos Emirados Árabes Unidos, vive fora da Rússia desde 2014, quando deixou o país após perder o controle da rede social VKontakte por pressões políticas. Recentemente, Durov também enfrentou problemas judiciais na França, onde foi investigado por falta de cooperação com as forças de segurança locais, mas acabou liberado após um curto período de detenção em agosto.

Atualmente, o Telegram é uma ferramenta central de comunicação na guerra entre Rússia e Ucrânia, sendo amplamente utilizado tanto por civis quanto por órgãos oficiais de ambos os lados. Apesar das tentativas de Moscou em promover aplicativos estatais e restringir o uso da plataforma de Durov, o próprio governo russo continua dependente do serviço para divulgar informações diárias sobre o conflito.

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